Uma proposta que autoriza o porte de armas de fogo aos
profissionais que trabalham como vigilantes ou seguranças
em empresas públicas ou privadas foi aprovada
pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), nesta
quarta-feira (13). O projeto de lei foi votado em regime de
urgência e recebeu o apoio da maioria dos parlamentares. O
único voto contrário à proposta foi o da deputada estadual Iriny Lopes (PT).

O texto aprovado foi uma terceira versão da proposta apresentada pelo deputado
estadual Rafael Favatto (Patriota) em fevereiro deste ano e reconhece a atividade
de risco e a efetiva necessidade de porte de armas de fogo aos seguranças e
vigilantes que atuem no Espírito Santo.
Durante a tramitação do Projeto de Lei 60/2022, Favatto propôs modificações
para ampliar as categorias contempladas e restringir o tempo do porte de arma.
Inicialmente, o texto previa o porte de arma permanente, mas apenas para a
categoria dos seguranças.
Com as modificações sugeridas pelo próprio autor, o texto final passou pela
aprovação das comissões de Cidadania, de Justiça e Segurança e de Finanças
ainda na sessão desta quarta-feira, última realizada pela Assembleia Legislativa
antes do recesso parlamentar. Em seguida, o projeto foi submetido ao Plenário e
recebeu o voto favorável de todos os deputados presentes, com exceção de Iriny Lopes

Nas justificativas apresentadas, Favatto alegou que “os vigilantes e seguranças
de instituições públicas e privadas são profissionais capacitados em curso de
formação, empregados em órgãos públicos, e/ou empresas especializadas ou
possuidora de serviço orgânico de segurança, responsáveis pela execução de
atividades de segurança e vigilância privada e também de transporte de valores”.

Além disso, o autor da proposta argumentou que os vigilantes não dispõem da
prerrogativa do porte de arma de fogo, mas tão somente as empresas de
segurança privada, conforme previsto na Lei 10.826/2003 (Estatuto do
Desarmamento). Porém, isso “não faz menos alvos”, escreveu o deputado do
Patriota.
“Tamanha é a falta de retaguarda para defender suas vidas, que diversas são as
notícias de crimes cometidos contra estes profissionais, a exemplo de lesões
corporais e homicídios”, justificou Favatto ao apresentar a emenda modificativa.
O projeto aprovado segue para análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE)e.
em seguida, será remetido ao governador Renato Casagrande (PSB), que poderá
sancionar ou vetar o texto. A assessoria do governador informou que ele vai
seguir o trâmite normal, que é de 15 dias a contar do recebimento da proposta
aprovada.
Caso o texto seja sancionado pelo governador, a lei derivada dele passa a valer a
partir da publicação no Diário Oficial do Estado.
fonte: site A gazeta


